O que mudou nas recomendações internacionais para manejo de dor crônica não oncológica.
O manejo da dor crônica não oncológica é um dos maiores desafios da medicina contemporânea. As novas diretrizes da IASP (2025) trazem mudanças significativas na abordagem farmacológica, com ênfase em tratamentos multimodais e redução do uso de opioides como terapia de primeira linha.
A abordagem multimodal — combinando analgésicos não opioides, técnicas intervencionistas, fisioterapia e suporte psicológico — demonstrou resultados superiores em qualidade de vida e funcionalidade quando comparada ao escalonamento opioide isolado.
Para o prescritor, a nova diretriz recomenda avaliação sistemática do risco de dependência antes de qualquer prescrição opioide, uso de contratos terapêuticos formalizados e revisão periódica obrigatória do benefício-risco em pacientes em uso crônico.